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Tudo o que fazemos, de certa forma, constrói o nosso universo pessoal, a nossa realidade. Que nada mais é do que a nossa forma de enxergar o mundo. Algumas filosofias, esportes, religiões, culturas, tem um poder mais efetivo ou menos efetivo de moldar essa realidade individual, dependendo do nível de identificação de cada indivíduo com essa linha de raciocínio, e de alguns outros fatores difíceis de serem mensurados.
O Yôga é uma filosofia que faz isso com eficiência há milênios, principalmente com hindus, mas também com pessoas de todo o mundo. Um engano entender o Yôga apenas como um conjunto de técnicas para serem feitas dentro de uma sala, e, entender que assim que o sádhana (prática) termina, o Yôga também termina ali. Se o Yôga está só dentro da sala de prática, não é sequer Yôga. Pois como falamos inicialmente o Yôga é uma ferramenta de construção de realidade, e o Yôga vai transformar o seu Universo, a sua forma de perceber o mundo à sua volta, você querendo ou não. E nao pense que você pode levantar após uma prática, se retirar e "deixar o Yôga recluso, trancado na sala de prática", pois você nao pode. A cada sádhana ele estará mais dentro de você, e consequentemente, mais também do lado de fora de si.
A própria cessação das dualidades não é sobre a cessação da dualidade em si, mas sim da cessação da nossa percepção errônea de que há uma dualidade. Logo, com o tempo de prática percebemos que o Yôga não pode existir dentro apenas da prática e não fora dela. Essa é uma percepção ainda dual.
Com o tempo eu aprendi que, se você enxerga o Yôga dentro de si, ele estará em todo lugar.
"O que está aqui, está em todo lugar. E o que não está aqui, não está em lugar algum"
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